sábado, 12 de fevereiro de 2011

Caminante no hay camino - Caminhante não tem caminho

Caminante não hay camino é um poema escrito pelo poeta sevilhano Antônio Machado, pertencente ao Modernismo. O cantor Joan Manuel Serrat interpreta este poema em canto.

Caminante no hay camino

Todo pasa y todo queda
Tudo passa e tudo fica
pero lo nuestro es pasar
Mas o nosso é passar
pasar haciendo caminos
passar fazendo caminhos 
caminos sobre la mar.
caminhos sobre o mar.
Nunca perseguí la gloria
Nunca persegui a glória
ni dejar en la memoria
Nem deixar na memória
de los hombres mi canción.
dos homens minha canção.
Yo amo los mundos sutiles,
Eu amo os mundos sutís
ingrávidos y gentiles
leves e gentís
como pompas de jábon
como bolhas de sabão
Me gusta verlos pintarse
Agrada-me vê-los se pintarem
de sol y grana, volar,
de sol e cochonilha, voar
bajo el cielo azul, temblar 
sob o céu azul, vibrar
Súbitamente y quebrarse ...
subitamente e quebrar-se...
Nunca perseguí la gloria...
Nunca persegui a glória...
Caminante, son tus huellas,
Caminhante, são teus passos,
el camino y nada más:
o caminho e nada mais: 
caminante no hay camino, se hace camino al andar.
caminhante não há caminho, se  faz o caminho ao andar.
Al andar se hace camino
Ao andar se faz o caminho
y al volver la vista atrás se ve la senda 
E ao olhar para trás vê-se a senda
que nunca se ha de volver a pisar.
que nunca se há de voltar a pisar.
Caminante, no hay camino
Caminhante, não há caminho
sino estrelas en la mar...
Senão estrelas no mar...
Hace algún tiempo en ese lugar
Faz algúm tempo nesse lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
onde hoje os bosques se vestem de espinhos
se oyó la voz de un poeta gritar
ouviu-se a voz de um poeta gritar
"Caminante no hay camino,
"Caminhante não há caminho, 
se hace camino al andar..."
faz-se o caminho ao andar..."
Golpe a golpe, verso a verso
Golpe a golpe, verso a verso
Murió el poeta lejos del hogar,
Morreu o poeta longe de casa,
le cubre el polvo de un país vecino
Cobre-o o pó de um país vizinho 
Al alejarse, le vieron llorar,
Ao ausentar-se, viram-no chorar
"Caminante no hay camino,
"Caminhante não há caminho, 
se hace camino al andar..."
faz-se o caminho ao andar..."
Golpe a golpe, verso a verso
Golpe a golpe, verso a verso
Cuando el jilguero no puede cantar
Quando o pintassilgo não pode cantar
Cuando el poeta es un peregrino,
Quando o poeta é um peregrino,
Cuando de nada nos sirve rezar,
Quando de nada nos serve rezar,
"Caminante, no hay camino,
"Caminhante, não há caminho, 
se hace camino al andar..."
faz-se o caminho ao andar..."


Golpe a golpe, verso a verso...

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